Quebre o cadeado e abra as portas do coração. Deixe o amor entrar e fluir os sentimos. Cuide bem bem do seu coração antes que um médico tenha que fazê-lo. --- O corpo humano nada mais é do que uma combinação de produtos químicos. Portanto ele é construído com aquilo que ingerimos. Nicéas Romeo Zanchett
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domingo, 8 de julho de 2018
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domingo, 13 de maio de 2018
8 Sinais de que você tem intolerância ao álcool | Saúde - TudoPorEmail
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sexta-feira, 11 de maio de 2018
Perca peso e medida com a dieta dos astronautas | Saúde - TudoPorEmail
Cuidado com algumas dietas (que são apenas comerciais) muito perigosas para a saúde como um todo.
Perca peso e medida com a dieta dos astronautas
sábado, 22 de novembro de 2014
A COMERCIALIZAÇÃO DA SAÚDE - Por Nicéas Romeo Zanchett
Deixar de comer para apagar planos de saúde.
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Quanto vale sua saúde? - Vale quanto você puder pagar.
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No "Código de Hamurábi", gravado em pedra na Babilônia há mais de quatro mil anos, está a tabela de preços da saúde da época: Para tratar de um ferimento ou extrair um abscesso de um olho eram cobrados dez moedas de prata se o paciente fosse um ricaço, cinco moedas se fosse alguém remediado e duas moedas se fosse um escravo. Por sua vez, os médicos também eram punidos se fracassassem. Se causasse a morte ou cegueira de um ricaço, por exemplo, teria sua mão decepada.
Até bem pouco tempo, nossos pais e avós se beneficiavam do médico de família ou do bairro. Ele diagnosticava a enfermidade e receitava os remédios que seriam aviados pelo farmacêutico local.
Em nossos dias são raros os médicos da família ou do bairro e o doente já nem consegue mais sair do consultório com a receita dos remédios. O médico pedirá vários exames, radiografias, hemogramas etc. As possibilidades de cura evidentemente são maiores, mas o preço a pagar é sempre uma incógnita. Os honorários médicos continuam sendo influenciados pela importância social do paciente.
Durante muitos anos a medicina foi considerada um sacerdócio, mas no mundo mercantilizado em que vivemos esta máxima já não tem sentido. O médico precisa viver, pagar suas contas, morar dignamente e ter, na sua profissão, um estímulo que lhe permita progredir e melhorar de vida. Numa sociedade capitalista como a nossa, o lucro - no caso do médico, o honorário - é a mola mestra do desenvolvimento. O grande problema é que, como sempre, a ganância que leva muitos médicos a uma preocupação demasiada com o pecuniário em prejuízo da saúde do paciente. Felizmente muitos se dedicam por vocação e vontade de curar.
Na sociedade urbano-industrial, a prática da medicina existe sob três formas: 1 - A tradicional atividade autônoma do profissional liberal; 2 - as sociedades hospitalares, onde os profissionais, geralmente, são assalariados; 3 - e as organizações estatais que, no Brasil, fica dependente de vontade política.
O empresário de assistência médica e o profissional médico são duas categorias distintas, com comportamentos bem diferentes, mesmo quando o empresário é diplomado da área medicinal. Para o empresário a saúde é a mercadoria geradora de lucro. Já o cuidado médico é uma simples relação de troca entre médico e paciente, cujo produto do seu trabalho vem em forma de salário.
Os planos de saúde são uma categoria à parte. São organizações financeiras cujo único objetivo é o lucro e aí o paciente paga em dobro. Além de manter o médico, o o consultório, a clínica e os profissionais paralelos, tem de manter o financiador com todos os seus lucros exorbitantes e custos burocráticos, principalmente de cobrança. O pior dos mundos acontece aqui, pois os médicos, que são os verdadeiros heróis do sistema, são miseramente pagos; a maior parte (parte do leão) vai para o financiador (no caso os planos de saúde), onde o dinheiro é distribuído entre diversos escalões; dessa forma, tornam-se dragões insaciáveis.
A máquina humana é perfeita e, portanto, dificilmente adoecerá. As doenças são resultantes de nossa desadaptação da natureza para a sociedade urbano-industrial que foi muito rápida. As práticas atuais da medicina de consumo acabam poluindo o organismo com excessos de medicamentos e exames desnecessários. Viramos cobaias dos laboratórios. Existe excesso de drogas medicinais, muitas com a mesma fórmula, com grife e preços diferentes. As faculdades deveriam orientar a formação de médicos no sentido de coibir estes abusos.
É difícil compreender o fato de que existem milhões de pessoas morrendo de fome, tuberculose, gripe, câncer e tantas outras enfermidades da vida moderna enquanto se gastam fortunas em check-ups periódicos em busca de doenças imaginárias. Não há dúvidas de que o check-up é útil e muitas vezes necessário, mas é apenas para quem pode pagar.
A verdade é que a medicina moderna tornou-se complexa por demais. Os médicos tem de trabalhar em equipe de profissionais de várias especialidades, dotadas de infra-estrutura hospitalar de enfermagem e apoio financeiro. Os equipamentos para exames são muito caros e somente uma organização empresarial pode adquiri-los. O médico está se transformando em equipamento de apoio à máquina que diagnostica e até trata a enfermidade. Apesar de todo este aparato da modernidade o erro médico é maioria em danos provocados em pacientes, diz o estudo do pesquisador Walter Mendes da Fundação Oswaldo Cruz que em 2003 analisou 1103 prontuários, em três hospitais universitários do Rio de Janeiro e encontrou uma taxa de incidência de 7,6% do evento adverso, que é qualquer dano não intencional que resulta em disfunção, prolongamento do tempo de internação ou morte do paciente. Segundo ele, as fichas dos pacientes não são mais recentes porque se eles ainda estivessem internados as informações não poderiam ser analisadas. O percentual é similar ao encontrado em estudos semelhantes em outros países. Fonte JC OLINE - saúde). Aqui vale informar que escrevi este artigo em 2008.
O Brasil tem escolas de medicina onde o ensino é considerado de primeiro mundo, mas infelizmente a saúde é uma área que recebe poucos investimentos. Uma das principais dificuldades é o mercado de trabalho saturado nas grandes cidades e carentes nas cidades do interior do país. Deveria haver incentivo do governo para melhor distribuição dos bons profissionais em todo o território nacional.
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Nicéas Romeo Zanchett
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
A COMERCIALIZAÇÃO DA SAÚDE
Aula de anatomia de Rembrandt
A COMERCIALIZAÇÃO DA SAÚDE
Por Nicéas Romeo Zanchett
No código de Hamurabi, gravado em pedra na Babilônia a mais de quatro mil anos, está a tabela de preços da saúde da época: "Para tratar um ferimento ou extrair um abscesso de um olho eram cobrados dez moedas de prata se o paciente fosse um ricaço, cinco se fosse alguém financeiramente remediado e duas moedas se fosse um escravo. Por sua vez, os médicos também eram punidos quando fracassassem. Se causasse a morte ou cegueira de um ricaço, por exemplo, teria sua mão decepada."
A tem bem pouco tempo, nossos pais e avós se beneficiavam do médico da família ou do bairro. Ele diagnosticava a enfermidade e receitava os remédios que seriam aviados pelo farmacêutico local.
Em nossos dias são raros os médicos da família ou do bairro e o doente já nem consegue mais sair do consultório com a receita dos remédios. O médico pedirá vários exames, radiografias, hemogramas, etc. Não tenho nada contra isso; as possibilidades de cura, naturalmente, são maiores, mas o preço a pagar é sempre uma incógnita. Os honorários médicos continuam sendo influenciados pela importância do paciente. Quando é pago pelos tais "planos de saúde", o médico receberá uma pequena parcela da fortuna que o doente desembolsa todos os meses para o plano que, geralmente, não cobre muitos dos exames solicitados.
Durante muitos anos a medicina foi considerada um sacerdócio, mas no mundo mercantilizado em que vivemos, está máxima já não tem sentido. O médico precisa viver, pagar suas contas, morar dignamente e ter, na sua profissão, um estímulo que lhe permita progredir, estudar e melhorar de vida. Numa sociedade capitalista como a nossa, o lucro - no caso do médico, o honorário - é a mola mestra do desenvolvimento. O grande problema é, como sempre, a ganância que leva muitos médicos a uma preocupação demasiada com o pecuniário em prejuízo da saúde do paciente. Além disso existem os médicos que, mesmo sem vocação, estudaram apenas para adquirir um diploma e com ele poder ganhar dinheiro. Esse tipo de profissional pendura seu diploma na parede e passa os dias dando consultas; não há uma preocupação em acompanhar a evolução tecnológica da medicina. Vive numa rotina de distribuir receitas e acumular seus honorários.
Na sociedade urbano-industrial, a prática da medicina existe sob três formas: 1/ a tradicional atividade autônoma do profissional liberal; 2/ as sociedades hospitalares, onde os profissionais geralmente são assalariados; 3/ As organizações estatais que, no Brasil, fica dependente da vontade política, geralmente, ou quase sempre, contaminada pelo vírus da corrupção. Aqui a saúde é utilizada como manobra eleitoral. E com ela surgem os "sanguessugas", os "anões do orçamento", "os mensaleiros" e tantos outros criminosos desvios de verbas destinadas à saúde.
O dinheiro da saúde vai para as mordomias dos políticos enquanto os doentes esperam a divina providência da morte nas macas em fétidos corredores.
Aqui é preciso fazer uma ressalva de justiça. Nos Hospitais Públicos existem ótimos e conscienciosos médicos e enfermeiros que fazem o possível e o impossível para suprir as deficiências geradas pelos corruptos políticos que se apoderam do dinheiros destinado á saúde.
O empresário de assistência médica e o profissional médico são duas categorias distintas, com comportamentos bem diferentes, mesmo quando o empresário é diplomado na área medicinal. Para o empresário a saúde é a mercadoria geradora de lucro. Já o cuidado médico é uma simples relação de troca entre médico e paciente, cujo produto do seu trabalho vem em forma de salário ou honorário.
Os planos de saúde são uma categoria à parte. São organizações "financeiras" cujo único objetivo é o lucro e aí o paciente paga em dobro. Além de manter o médico que o atende, o consultório, a clínica e os profissionais paralelos, tem de manter o financiador com todos os seus lucros exorbitantes, funcionários e custos burocráticos, principalmente de cobrança, que é o que mais lhes interessa.
A máquina humana é perfeita e, portanto, dificilmente adoecerá. As doenças são resultantes dos maus tratos que damos ao nosso corpo; nos desadaptamos da natureza para uma sociedade consumista urbano-industrial, e isto aconteceu de forma muita rápida. A alimentação industrializada e as atuais práticas da medicina de consumo acabam poluindo o organismo com excessos de medicamentos e exames desnecessários. Viramos cobaia dos laboratórios. Existe excesso de drogas medicinais, muitas com a mesma fórmula, mas com grifes e preços diferentes. As bulas que acompanham as caixinhas trazem tantas informações (não técnicas) para orientar o consumidor como se aquele produto fosse um simples alimento de supermercado. O objetivo é claramente direcionar o consumidor a se automedicar. Para comprovar o que estou afirmando, basta ler uma bula e prestar atenção às orientações não técnicas. É por essa razão que no Brasil já existem mais farmácias do que supermercados.
Com o surgimento dos antibióticos os problemas da automedicação se tornaram ainda mais graves. A pílula milagrosa criou uma enorme dificuldade que estamos tendo de enfrentar agora: a resistência de certos tipos de vírus e bactérias a todos os medicamentos conhecidos está se tornando uma tragédia. A industria farmacêutica continua vendendo tudo o que pode e não está desenvolvendo pesquisas satisfatórias sobre o assunto. Os novos vírus e bactérias resistentes (superbactérias) viajam de avião e em alguns poucos anos estarão espalhadas por todo o planeta. As faculdades deveriam orientar a formação de profissionais de medicina no sentido de coibir os abusos com excessos de medicamentos que acabam por piorar a saúde dos pacientes e só servem aos interesses lucrativos da indústria e do comércio da área medicinal.
É difícil compreender o fato de que existem milhões de pessoas morrendo de fome, tuberculose, gripe, câncer e outras enfermidades da vida moderna, enquanto se gastam fortunas em Check-ups periódicos em busca de doenças imaginárias. Não há dúvidas de que o Check-up é útil e muitas vezes necessário, mas é apenas para quem pode pagar.
A verdade é que a medicina tornou-se complexa por demais. O médico tem de trabalhar em equipe de profissionais de várias especialidades, dotadas de infra-estrutura hospitalar de enfermagem e apoio financeiro. Os equipamentos para exames são muito caros e somente uma organização empresarial pode adquiri-los. O médico está se transformando em equipamento de apoio à máquina que diagnostica e até trata a enfermidade. Não resta dúvida que estes equipamentos são maravilhosos, mas o sistema público não os possui porque o dinheiro para adquiri-los vai democraticamente para os bolsos dos políticos.
O Brasil tem escolas de medicina onde o ensino é considerado de primeiro mundo, mas infelizmente a saúde é uma área que recebe poucos investimentos. Uma das principais dificuldades é o mercado de trabalho saturado nas grandes cidades e carente nas pequenas cidades do interior do país. Deveria haver incentivo do governo federal para melhor distribuição de bons profissionais em todo o território nacional. Mas não basta simplesmente mandar e pagar bem um profissional para o interior, é preciso dotá-lo de bons equipamentos e condições de trabalho digno.
Nicéas Romeo Zanchett
LEIA TAMBÉM >>> A SUPERBACTÉRIA - PERIGO IMINENTE
Os hospitais e postos de saúde públicos brasileiros estão na UTI. E lá vão ficar enquanto houver corrupção. Os políticos preferem lindos estádios. Como os Imperadores romanos que davam pão e diversão ao povo. Infelizmente a pseuda democracia brasileira permitiu que estelionatários e bandidos chegassem ao poder.
CONHEÇA O MUSEU DA CORRUPÇÃO BRASILEIRA
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Nicéas Romeo Zanchett
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